Blog do Eduardo (Chuchu)


29/11/2009


Em defesa de Lula

 

(Antes do ato de protesto contra a Folha no dia 5 de dezembro)

 

 No último dia 18, escrevi “Em defesa de FHC”. Por que fiz isso? Você pode ler por que clicando aqui ou pode se contentar com a minha explicação. Escrevi em defesa do ex-presidente, apesar de repudiá-lo como jamais repudiei a um político, porque tentaram fazer com ele uma fração do que fizeram com o presidente Lula oito dias depois de eu ter escrito.

 

O jornal Folha de São Paulo, três dias antes do meu texto, publicou, depois de 18 anos, um fato que todos sabiam e que a imprensa se negava a divulgar, ou seja, que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso havia tido um filho fora do casamento, na verdade com uma jornalista da Globo que, posteriormente ao nascimento do filho do político paulista, foi despachada para a Europa recebendo salários sem exercer qualquer atividade evidente (como jornalista) para o seu empregador.

 

Naquele momento, percebi um padrão que vem se repetindo no tipo de “jornalismo” que aquele dito “órgão de imprensa” vem cometendo. Leitores deste blog, como a professora e socióloga carioca Vera Pereira, também notaram que alguma coisa havia por trás da publicação repentina do assunto pela Folha sob a desculpa da repentina decisão de FHC de reconhecer o filho que jamais reconhecera.

 

Alguém menos maldoso do que eu diria que houve uma trama, convertida agora em notícia, urdida pela Folha de São Paulo, de o jornal publicar contra o presidente Lula nada mais, nada menos do que a acusação de que ele teria tentado abusar sexualmente de um garoto quando esteve preso durante a ditadura militar.

 

Alguém menos desconfiado do que eu também diria que a Folha divulgou o filho ilegítimo de FHC para ganhar credibilidade para lançar depois contra o presidente da República o ataque que o jornal efetivamente lançou, e que fez isso para bajular o tucano mor e seu segundo, o governador paulista.

 

Mas, como sou muito mais maldoso e desconfiado do que isso, acho que FHC estar por trás de tudo não seria nenhuma surpresa, pois a hipótese condiz perfeitamente com a imagem tenebrosa que o ex-presidente vinha tentando construir de Lula ao lançar a hipótese de que ele estaria construindo um regime autoritário, entre outras hipóteses igualmente desabonadoras que andou vertendo.

 

O fato é que está claro, para mim, a armação perpetrada hoje, preliminarmente, pela Folha, que esticará a “denúncia” ao máximo possível, inclusive com a ajuda de gente como Reinaldo Azevedo e Ricardo Noblat, que, em seus blogs, estão conferindo credibilidade ao ataque sofrido por Luiz Inácio Lula da Silva.

 

Eles não hesitam. Publicam uma falsificação contra uma ministra de Estado na primeira página acusando-a de crime que não cometeu e, mesmo depois de provada a farsa, dão um jeito de manter a versão “no ar”.

 

É isso, “no ar”. É o que estão fazendo agora. Em minha opinião, planejaram meticulosamente o que fizeram hoje, ao publicarem a entrevista desse indivíduo que se prestou a esse papel, o tal de César Benjamin, ex-militante ligado à oposição de ultra esquerda a Lula, que, uma vez e outra, tem servido de bucha de canhão à direita. Lançam um boato com toda a força de um grande jornal para que paire de boca em boca.

 

Eles apostam na burrice. Acham o povo preconceituoso, estúpido e mesquinho. Acham que ele compra fácil qualquer destruição de caráter porque, moralmente deformado, gostaria de ver esses assassinatos morais.

 

Não pude aceitar esse tipo de tática política agora mesmo, no dia 18, no texto que escrevi em defesa de FHC. O eterno anti Lula Claudio Humberto, ex-porta voz do ex-presidente Fernando Collor de Mello, direitista medonho, sempre pronto a destilar veneno e falsidades, começou a espalhar notícia sobre mais um filho bastardo de FHC, agora com uma ex-empregada doméstica.

 

Escrevi contra a disseminação desse boato e em defesa da dignidade do ex-presidente tucano porque não aceito uma sociedade em que a política é feita dessa forma suja, baixa, imoral, covarde. Eu jamais jogaria sujo com um adversário. Nem que fosse uma luta de vida ou morte. Não acredito nesse tipo de tática.

 

É por tudo isso que tomei uma decisão isolada. É a decisão de um homem. Não é a decisão do presidente do Movimento dos Sem Mídia, pois não posso arrastar a ONG para uma decisão em prol de um político, mesmo que seja uma decisão apartidária porque foi tomada também em prol de outro político adversário, ainda que com menos ênfase por o ataque sofrido por FHC não ter sido tão grave.

 

Não tenho o direito, pois, de pedir que alguém vá comigo para diante da Folha de São Paulo daqui a uma semana, no dia 5 de dezembro, sábado, às 10 horas da manhã. Mas anuncio dia e hora de meu protesto para que quem quiser se junte a mim. Sejam quantos forem os que me acompanharem – e mesmo que ninguém me acompanhe – preciso fazer isso.

 

Digo a vocês que me sinto esbofeteado pelo que a Folha fez. Sou eleitor do presidente Lula. Aprovo seu governo, sua conduta, sua coragem. Ele representa tudo o que acredito em termos de política e até como ser humano. Ao atacá-lo dessa forma, esse jornal me atacou.

 

E quem atacou foi o jornal e não o tal de Benjamin. Porque a Folha publicou aquela sujeira toda depois de ter hesitado publicar uma mera pulada de cerca de FHC, comprovada e re-comprovada, por inacreditáveis 18 anos.

 

Tampouco me importa discutir a inverossimilitude dessa loucura de que o presidente Lula teria sido um maníaco sexual durante o regime militar. Não importam os desmentidos. Não importa o desprezo que a sociedade certamente dará a essa barbaridade. Só o que importa é o crime que esse jornal cometeu.

 

Meu protesto será solitário. Contudo, se alguém quiser dividi-lo comigo não pensarei duas vezes antes de aceitar companhia. Na verdade, a cada alma que comparecer ao protesto do dia 5 diante da Folha, sentirei um pouco menos de medo dessa luta política insana que FHC, Serra, os Frias, os Marinho, os Civita e os Mesquita travam contra o país.

 

http://edu.guim.blog.uol.com.br/

Escrito por Eduardo - Chuchu às 22h03
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Comparação entre Lula e FH será a principal estratégia para 2010, diz Dutra

O novo presidente do PT, José Eduardo Dutra, disse nesta quarta-feira que a comparação entre o governo de Luiz Inácio Lula da Silva e o de Fernando Henrique Cardoso será principal tática eleitoral para eleger a pré-candidata do partido, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à sucessão presidencial em 2010. Segundo ele, o trunfo do PT é o "projeto vitorioso" do governo Lula. Para Dutra, há uma grande diferença entre as eleições anteriores e a de 2010.

- Alguns colocam como um obstáculo intransponível o fato de não ser Lula candidato. Mas até 2002 tínhamos uma expectativa a apresentar. Agora temos um projeto vitorioso - disse Dutra, durante a coletiva que o apresentou como o novo presidente do PT.

O novo presidente do PT disse que vai convocar a população para fazer a comparação entre o governo Lula e FH.

- Vamos conclamar a população para fazer comparação entre dois projetos e dois modelos de governo que ela já conhece. Conhece o da oposição, dos oito anos de FH, e conhece o nosso projeto, que está sendo materializado nos oito anos de governo Lula.

Dutra defende que Dilma fique na vitrine até abril

Dutra também defendeu que Dilma fique no governo até o último dia permitido pelo prazo de desincompatibilização, no início de abril. Dutra argumentou que o pré-candidato tucano José Serra já é conhecido em todo o país, e que Dilma ainda não.

- Essa questão (da saída de Dilma) ainda vai ser analisada. Mas eu defendo que ela deveria ficar até o final do prazo - disse Dutra. - A exposição garante que a população tenha conhecimento daquela pessoa. Se for analisar neste momento, Dilma tem um menor reconhecimento do que o Serra, que já foi candidato a presidente.

Na opinião de Dutra, o PT tem convicção que é possível ganhar a eleição "sem sapato alto". Ele também admite que o pleito será difícil independentemente de quem seja o candidato tucano, José Serra ou Aécio Neves. O novo presidente do PT disse também que a pré-candidata do PV, a senadora Marina Silva (AC), não é "alternativa real de poder".

- Na minha avaliação a eleição vai ser polarizada. Marina Silva (PV) não é alternativa real de poder, pelo menos não em 2010.

A apuração dos votos das eleições do PT ainda não terminou, mas Dutra conseguiu 57% dos 408 mil votos válidos já apurados até a noite desta quarta-feira.Fonte: O Globo.

 

Postado por DANIEL PEARL

 

http://desabafopais.blogspot.com/2009/11/comparacao-entre-lula-e-fh-sera.html 

Escrito por Eduardo - Chuchu às 22h01
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Guerra no PSDB: para Serra, FHC é ´contrabando´

 

O Rodrigo Viana no seu blog  (acesse aqui) traz uma interessante análise da "guerra interna" que esta sendo travada nas ordas tucanas. Em mais um capítulo das dificuldades que a direita tem e terá para se posicionar com alguma chance para tentar recolocar o neoliberalismo no Palácio do Planalto.

 

Sou de um tempo em que o PT era apontado como o partido que perdia mais tempo em lutas internas do que no combate aos adversários. Acompanhei bem isso em 89/90/91, durante o mandato de Luiza Erundina na Prefeitura de São Paulo. As tendências petistas travavam um combate feroz, às vezes irracional... O que atrapalhou muito Erundina.

Pois bem. Hoje, é o PSDB quem vive situação parecida com a do PT de 20 anos atrás. Reparem bem. Só que a guerra tucana é surda, sem o debate público que caracterizava as disputas petistas. Mas é guerra do mesmo jeito.

 

Agora, assistimos a mais um capítulo. Em entrevista à radio Jovem Pan, Serra mostrou-se contrariado com a pesquisa CNT/Sensus que mostra o crescimento de Dilma. O governador paulista disse que a pergunta sobre a influência de FHC na eleição (tira votos de quem receber seu apoio) entrou como "contrabando" na pesquisa. O portal "Vermelho" traz um texto detalhado sobre isso - http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=120025&id_secao=1

 

Essa história de "contrabando" foi a maneira velada de Serra dizer a Aécio: "sei o que você está aprontando". E o que Aécio (que disputa a indicação presidencial dos tucanos com Serra) tem a ver com isso?

 

Ora, a pesquisa CNT/Sensus é patrocinada pela Confederação Nacional do Transporte, presidida pelo mineiro Clésio Andrade. Clésio foi  vice de Aécio no primeiro mandato à frente do governo de Minas. Clésio faz o jogo de Aécio. Na hora da divulgação dos números, Clésio fez questão de ressaltar que a proximidade com FHC pode atrapalhar Serra; já estaria tirando votos de Serra.

 

O governador paulista sabe bem o que os mineiros estão tramando.

 

Não foi o primeiro golpe contra Serra.

 

 Semana pasada, foi Cesar Maia (do aliado DEM) quem chamou Serra de "caudilho", e deu a entender que Aécio é melhor candidato.

 

A movimentação de Aécio também incluiu o encontro com Ciro - numa tentativa de encurralar Serra. Ciro deixou claro que fecha com Aécio.

 

A pesquisa, a crítica de Cesar e o encontro com Ciro mostram que Aécio entrou firme no jogo.

 

Serra não vai assistir a isso tudo calado. Podem esperar que o troco virá. Serra já usou jornalistas para mandar recados sobre a vida - digamos - desregrada de Aécio. O que mais virá?

 

Isso  tudo seria apenas um capítulo menos importante da eleição, não fosse um detalhe: Serra, sem o apoio mineiro, não ganha a eleição. Dilma terá vantagem no Norte/Nordeste, e provavelmente no Rio. No Sul e em São Paulo, Serra deve levar vantagem (ainda que no Rio Grande do Sul a situação tucana seja dramática, por conta do desgoverno de Yeda). Resta Minas.

 

Se Aécio sair a senador, e encostar o corpo, Serra está frito. Que vantagem Aécio teria numa vitória tucana? Nenhuma.... Com Dilma no Planalto, dependendo da correlação de forças, Aécio pode ser o líder da oposição no Congresso. Ou até o presidente do Senado - num quadro de "pacificação" entre tucanos e petistas...

 

Da mesma forma, se Serra desistir, dificilmente fará campanha aberta por Aécio. O que ganharia com isso? Aécio presidente teria a chance de se recandidatar em 2014 - quando Serra estaria encerrando o segundo mandato de governador em São Paulo. Serra pode preferir uma vitória de Dilma. Se a petista for mal na presidência, ele (Serra) ganha a chance de concorrer pela oposição em 2014.

 

O xadrez tucano é complicado: as arestas se avolumam entre Serra e Aécio, FHC é um peso morto a se carregar, e  Lula é um presidente popular depois de 7 anos de poder.

 

Diante desse quadro, resta a Serra falar besteira, como: "a economia não vai decidir a eleição" (ele disse isso na entrevista à "Jovem Pan").

 

A economia não vai decidir? O Brasil estará crescendo perto de 6% a 7% na véspera do pleito ano que vem. Dilma vai crescer junto.

 

Se a economia não vai decidir, o que vai decidir? FHC? Coitado: o príncipe dos sociólogos hoje é visto como "contrabando" em pesquisa...

 

E, para azar dos tucanos, além de tudo, o PT já não briga tanto. Enquanto a oposição erra, vacila e se perde, Lula atua como o general que conduz suas tropas sem desperdiçar energias.

 

Será que alguém pode explicar ao Serra o que vai decidir a eleição: "é o Lula, estúpido!".

 

Postado por Erick da Silva

 

http://aldeia-gaulesa.blogspot.com/

Escrito por Eduardo - Chuchu às 21h59
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Ciro agora diz que Serra é um "ectoplasma"

Em mais um ataque ao governador de São Paulo José Serra (PSDB), o pré-candidato do PSB à Presidência, deputado Ciro Gomes (SP), referiu-se a seu desafeto político como "coisa" e "ectoplasma".

 

"Eu comemoro que ele tenha finalmente notado que eu existo. Pois eu, normalmente, só percebo a existência dele por meio do coisa, que não é ele, é um ectoplasma." A declaração foi dada em Brasília, após ele ser questionado sobre o que achava de Serra ter dito que "Ciro nem candidato é. E ele não vai fazer nada que o presidente Lula não queira".

 

Meses atrás, Ciro disse que Serra é "mais feio na alma do que no rosto": "Ele tem uma truculência ao se relacionar com seus adversários. A conduta pessoal dele em relação aos seus adversários é uma conduta feia". Ontem ele reafirmou sua disposição de concorrer ao Planalto.

 

Por: July

 

http://julianaweis.blogspot.com/2009/11/ciro-agora-diz-que-serra-e-um.html 

Escrito por Eduardo - Chuchu às 21h55
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

O Brasil contra a fome

Rogério Simões

 

Os elogios à nova condição do Brasil de potência emergente continuam mundo afora. Aqui na Grã-Bretanha, as duas mais importantes publicações econômicas, Financial Times e The Economist, publicaram nos últimos dias reportagens especiais sobre um novo Brasil, que tanto entusiasmo tem gerado no exterior. Politicamente democrático, culturalmente diversificado e tolerante, exportador de matérias-primas e manufaturados, guardião da maior floresta tropical do planeta, pioneiro em energia renovável etc, são vários os aspectos da realidade nacional recebidos com elogios por especialistas estrangeiros. Entre líderes políticos, praticamente todos, das mais diferentes ideologias, de Barack Obama a Hu Jintao, passando por Silvio Berlusconi, Gordon Brown, Shimon Peres e Mahmoud Ahmadinejad, oferecem palavras calorosas e amigáveis ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que simboliza a transformação do Brasil na mais nova força política internacional.

 

Entre as áreas que mais destaque dão ao novo Brasil, está a do combate à fome, no qual o papel brasileiro foi inclusive recentemente elogiado em um relatório da organização não-governamental Action Aid. Com seu incomparável potencial agrícola, o Brasil é visto como uma peça-chave para a garantia da chamada "segurança alimentar" no mundo. Por isso, a presença de Lula na reunião da FAO (órgão da ONU para alimentação) em Roma ajuda a reforçar a já positiva imagem brasileira. Em discurso diante da esvaziada reunião, Lula afirmou que metade da ajuda dada a instituições financeiras durante a crise econômica global poderia "erradicar a fome no mundo". A ausência de líderes das nações mais ricas no encontro mostrou que o tema perdeu em importância diante de outras questões, como problemas financeiros e o aquecimento global, mas o chefe de Estado brasileiro estava lá, reafirmando as credencias do país num tema em que já é referência.

 

Entretanto, há dúvidas sobre a verdadeira capacidade de o Brasil fazer a diferença. A elogiosa imprensa estrangeira tem lembrado que o país, por suas próprias falhas, corre o risco de decepcionar no campo da exportação de alimentos. Nesta segunda-feira, o FT diz em reportagem que a falta de investimentos na área de infraestrura pode paralisar os avanços no setor agrícola. A série da Economist desta semana não mede palavras ao afirmar: "Assim que as cargas são colocadas nos caminhões, tudo anda devagar". Os investimentos em infraestrutura para a Copa do Mundo e a Olimpíada, diz a revista britânica, não deverão ser "exatamente o que os exportadores do Brasil precisam". A reportagem é ilustrada com uma foto de uma rodovia brasileira esburacada, realidade enfrentada regularmente por motoristas que trafegam pelo território nacional.

 

Tal lembrança no exterior dos grandes desafios do Brasil no setor de transportes indica que a modernização de portos, ampliação de ferrovias, reformas de estradas e redução da burocracia, necessidades muito bem conhecidas dos brasileiros, passaram a ser aspirações internacionais. O mundo que discute soluções no combate à fome, visando a garantia da segurança alimentar nas próximas décadas, olha para o campo brasileiro com grande expectativa. Em Roma, Lula mostrou-se comprometido em ajudar a manter o tema na agenda política internacional. Aqueles que ouviram seu discurso torcem para que, com urgência, o Brasil derrube os entraves que possam impedir o país de dar sua plena contribuição à oferta de alimentos no planeta.

 

http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/2009/11/o_brasil_contra_a_fome.shtml

Escrito por Eduardo - Chuchu às 21h46
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Oferta de empregos no país deve dobrar em 2010, diz Lupi

Marli Moreira - Repórter da Agência Brasil

 

São Paulo - Em 2010, o Brasil terá capacidade para gerar cerca de 2 milhões de postos de trabalho. A expectativa é do ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi. Segundo ele, se esse número se concretizar, significará praticamente o dobro do total de empregos gerados neste ano.

 

Para novembro, Lupi espera novo recorde mensal, com mais 140 mil empregos formais, conforme levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged)

 

De acordo com as projeções, o Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todas os bens e serviços produzidos no país, pode atingir taxa entre 7% e 8%, acima, portanto, das previsões do mercado que apontam aumento de 5%.

 

“Ao contrário dos pessimistas, eu sou um otimista nato”, afirmou o ministro, logo após participar da cerimônia de lançamento de uma linha de crédito para motoboys, na sede do sindicato da categoria, no bairro de Santa Cecília, região central da cidade.

  

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/11/27/materia.2009-11-27.0942756808/view 

Escrito por Eduardo - Chuchu às 21h41
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Confiança do consumidor atinge maior nível desde maio de 2008, diz FGV

O ICC (Índice de Confiança do Consumidor) da FGV (Fundação Getulio Vargas) teve alta de 1,5% em novembro, ficando em 115,4 pontos, contra 113,7 em outubro. Trata-se da segunda alta consecutiva e do maior nível desde maio de 2008 (115,7 pontos). Os dados constam da pesquisa "Sondagem de Expectativas do Consumidor", divulgada nesta quarta-feira.

 

O resultado, segundo a FGV, "reflete um consumidor satisfeito com a situação atual da economia e das finanças familiares, e moderadamente otimista quanto à evolução da economia nos próximos meses".

 

A maior contribuição para o avanço do ICC em novembro foi dada pelo indicador de intenções de compras de bens duráveis nos próximos meses. A proporção de consumidores que preveem gastos maiores passou de 9,7% para 11,2%; já a parcela que espera gastos menores diminuiu de 27,5% para 26,5%.

 

O ISA (Índice da Situação Atual) ficou em 124,3 pontos, marcando a sétima alta consecutiva e chegando ao nível mais alto da série histórica iniciada em setembro de 2005. Já o IE (Índice de Expectativas) voltou a crescer em novembro, ao passar de 109,4 para 110,7 pontos, após três meses perto dos 109 pontos. O maior nível registrado em 2009 ocorreu em julho (111,4 pontos).

 

Neste mês o indicador que mede a satisfação com a situação econômica local avançou 2,3%, de 89,6 para 91,7 pontos, maior nível desde março de 2008 (92,8 pontos).

 

Em relação a outubro, a proporção dos consumidores que avaliam a situação atual como "boa" subiu de 18,1% para 19,1%; já a dos que a consideram "ruim" diminuiu de 28,5% para 27,4%.

 

A Sondagem de Expectativas do Consumidor é realizada com base em uma amostra de mais de 2.000 domicílios em sete das principais capitais brasileiras. A coleta de dados para o indicador deste mês foi realizada entre os dias 30 de outubro e 20 de novembro. Folha

 

Por: July

 

http://julianaweis.blogspot.com/2009/11/confianca-do-consumidor-atinge-maior.html 

Escrito por Eduardo - Chuchu às 21h39
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Audálio Dantas lança livro sobre infância de Lula

Durante dois anos, o jornalista Audálio Dantas esperou para conseguir marcar um encontro com o presidente Lula. Era para escrever mais um livro da série que retrata a infância de brasileiros vitoriosos.  Audálio queria que Lula lhe contasse como foi a sua vida de menino, assim como já havia feito com os livros sobre Graciliano Ramos, Ziraldo, Maurício de Sousa e Ruth Rocha.

 

Agora tem gente besta escrevendo, sem saber do que fala, que Audálio pretende pegar uma carona no filme de Fábio Barreto, “Lula, o Filho do Brasil”,  que, por mera coincidência,  terá pré-lançamento no mesmo dia à tarde nos estúdios da Vera Cruz, em São Bernardo do Campo, com a presença do presidente e da sua família.

 

Nem Audálio, um dos mais mais respeitados e premiados jornalistas brasileiros da sua geração, precisa pegar carona em filme, nem o presidente Lula precisa de filme para se transformar em mito e ganhar votos. Escreve-se muita bobagem, mas deixa pra lá.

 

Valeu a pena esperar o livro de Audálio, como os leitores poderão conferir neste sábado de manhã, a partir das 11 horas, na Livraria da Vila (alameda Lorena, 1.731), local do lançamento de “O menino Lula” (Ediouro). 

 

Além do jornalista escritor alagoano, estará lá também Jeronimo Soares, para autografar reproduções das suas xilogravuras que ilustram o livro. Começou na arte ainda menino, com 12 anos, ilustrando os livros do pai, José Soares.

 

Paraibano de Esperança, 65 anos, é um pouco mais jovem do que Audálio e um ano mais velho do que o presidente Lula. Sobre ele escreveu Jorge Amado:

 

“É um dos mais notáveis gravadores populares do Brasil. As suas gravuras refletem a identidade do artista com a vida sofrida e a imaginação invencível do povo”.

 

O mesmo se poderia dizer do meu cada vez mais velho e mais amigo Audálio Ferreira Dantas. Foi o que fiz quando ele me honrou com o convite para para escrever o prefácio do livro, que segue reproduzido abaixo:

 

O menino de Tanque D´Arca

 

e o menino de Caetés

Os dois saíram meninos lá das profundas dos sertões nordestinos e percorreram trajetórias de vida improváveis, se a gente for olhar de onde partiram e aonde chegaram.

 

Audálio saiu de Tanque D´Arca, nas Alagoas, e faz mais de meio século está na lista dos melhores jornalistas brasileiros, além de ser respeitado escritor.

 

Luiz Inácio, o Lula, pegou um pau-de-arara, deixou para trás Caetés, antigo distrito de Garanhuns, em Pernambuco, e está terminando seu segundo mandato de presidente da República com os maiores índices de popularidade da história republican

 

Dos encontros e conversas entre os dois no Palácio do Planalto nasceu este pequeno livro que fala da infância meio trágica, meio aventurosa, às vezes até engraçada do menino pobre de dar dó que virou presidente.

 

Por suas origens comuns, filhos da mesma terra seca, só mesmo o menino Audálio, que tem idade para ser seu pai, poderia contar, com sua alma nordestina e maestria de prosador sertanejo, a história do menino Lula.

 

Afinal, os dois cresceram na mesma paisagem, conviveram com os mesmos personagens, enfrentaram as mesmas dificuldades para chegar até onde chegaram. As condições de vida eram diferentes, mas o cenário em que viveram era mais ou menos o mesmo.

A comovente história de retirantes da família Silva, igual a tantas milhões de outras empurradas Brasil abaixo pela seca e pela ausência de perspectivas, em meados do século passado, encontra em Audálio Dantas não só um narrador correto, mas um cabra que sabe do que está escrevendo.

Tanto a abertura como o final do texto deste livro são verdadeiras obras primas de beleza, estilo e síntese _ sem muitos adjetivos, sem pieguice, deixando a história correr.

 

Para quem não conhece o Brasil e seu presidente, “O Menino Lula” pode parecer ficção, mais um romance fantástico de Gabriel Garcia Marquez. Mas posso garantir a vocês que é tudo verdade. Mil vezes já ouvi Lula contar as mesmas histórias, sempre do mesmo jeito. E Audálio foi absolutamente fiel a elas.

 

Ao ler algumas cenas deste livro era como se me lembrasse do Lula contando.

 

Do espanto da jumenta que o agarrou com os dentes e não o queria soltar.

 

Da doença dos olhos que o irritava e só conseguiu curar recentemente, já em Brasília.

Do mulungu que continuava em pé quando fui a primeira vez com ele a Caetés, em 1989.

 

Do susto na irmã Maria e a volta repentina ao sertão do pai que havia sumido.

 

Da carta do irmão Jaime para a mãe e a partida da família toda para São Paulo.

 

 De Lula e Ziza, o Frei Chico, se aliviando no mato, durante uma parada do caminhão, e quase perdendo o pau-de-arara.

 

Do pai lendo o jornal de cabeça para baixo na balsa do Guarujá e do sorvete que ele lhe recusou.

 

Do primeiro carinho do pai quando Lula se machucou com um facão.

 

Do sonho de ser motorista do caminhão amarelo.

 

Da surra de mangueira do pai no irmão e da mãe decidindo o destino dos filhos com a mudança para São Paulo.

 

Da alegria de vestir o primeiro paletó.

 

Este livro é uma prova de que, querendo, tudo é possível. Até mesmo mudar o nosso próprio destino.

 

Autor: Ricardo Kotscho

 

http://colunistas.ig.com.br/ricardokotscho/2009/11/27/audalio-dantas-lanca-livro-sobre-infancia-de-lula/

Escrito por Eduardo - Chuchu às 21h38
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Ação de Lula afastou crise, apesar de erros do governo

Vocês pedem e eu atendo. Na íntegra, a entrevista de Delfin Neto na Folha para assinante...HÁ 50 anos o economista Antonio Delfim Netto publicou "O Problema do Café no Brasil", sua tese de doutorado. Pelo uso da história na abordagem de um dilema de comércio agrícola, a obra virou um clássico do pensamento econômico brasileiro. Em entrevista à Folha, Delfim diz que, hoje, o texto nem seria publicado. "Não seria aceito em lugar nenhum. Estamos controlados por uma matemática bastarda. Há um domínio do brilhantismo, da técnica manipuladora sobre o realismo." Aos 81 anos, o ex-ministro da Fazenda recupera-se de uma cirurgia para colocação de stents em duas artérias. "Aprendi a respeitar os médicos. São muito menos ortodoxos do que os economistas formados na visão única", diz ele.

Delfim acha que o Brasil saiu da crise não exatamente por medidas técnicas originais, mas porque Lula, pessoalmente, dissipou o pessimismo. "Com incrível ousadia, ele pôs todo o seu patrimônio em risco pedindo aos brasileiros que consumissem. Deu certo." O ex-ministro, no entanto, enxerga um problema sob a névoa da euforia reinante no país. Segundo ele, será difícil financiar o inchaço de gastos públicos irreversíveis, que se sedimentam "geologicamente" no Orçamento. "Está armado aí um enrosco da maior gravidade, pois temos a mais rápida redução da taxa de fertilidade no Ocidente."

FOLHA - Em um recente artigo, o senhor tratou o aparelhamento do Estado brasileiro como um defeito comum a todos os governos, não apenas àqueles com DNA sindical, como o atual. O aparelhamento, então, não tem credo ou ideologia?

ANTONIO DELFIM NETTO - Continuo com a convicção de que sindicato mais política é igual à corrupção. Essa fórmula, descoberta no século passado pelo sociólogo alemão Robert Michels, continua válida. Eu só quis dizer que cada governo aparelha a seu modo, por motivos diferentes. Veja o caso de Brasília. Na primeira leva, a cidade recebeu mineiros. Depois vieram maranhenses, alagoanos e paulistas. Agora, sindicalistas. O grande drama desse problema é que ninguém sai, só entra. É isso. Se fizermos uma análise geológica de Brasília, fatiagráfica, notaremos camadas que se superpõem. E qual é a regra do jogo? É a nova camada respeitar cuidadosamente os benefícios recebidos pela que está sendo substituída.

 

FOLHA - Qual é o efeito desse acúmulo?

DELFIM NETTO - Isso está levando o Estado a uma situação de quase insolvência fiscal. Está armado aí um enrosco da maior gravidade. O problema mais grave é da sustentação do sistema da seguridade social e da Previdência. Não é possível carregar um país onde o salário médio do aposentado do Judiciário é mais de 30 vezes o salário do trabalhador aposentado no INSS. No Legislativo, é 20 vezes; no Executivo, 12 a 14. Uma casta se instalou em Brasília e, com as camadas de aparelhamento, aprofundou essa divergência. Não há controle sobre o serviço público.

 

FOLHA - Qual é a evidência de que essa situação é insustentável?

DELFIM NETTO - É simples. O Brasil vai ficar velho antes de ficar rico. A população brasileira vai começar a diminuir em 2035 ou 2040. Temos a mais rápida redução da taxa de fertilidade no Ocidente. A situação pode parecer confortável hoje, mas, olhando dez anos à frente, o quadro muda. Há, também sob o ponto de vista da análise demográfica, o risco do câmbio real fora da posição. Se perdurar, essa disfunção vai alterar a estrutura produtiva.O Brasil, daqui a dez anos, vai ter 250 milhões de habitantes. Vai ter que dar emprego razoável para 140 milhões de pessoas. Se essa gente não receber oportunidades de emprego com remuneração razoável, não tem solução. Esses empregos não virão da agricultura. Só a indústria e os serviços podem dar conta disso. E o câmbio errado destrói esses setores.

 

FOLHA - Como o governo lida com essas questões?

DELFIM NETTO - Só agora o governo está se mexendo para resolver o problema do câmbio. Mas ainda há aqueles que acham, sem evidência empírica, que não se pode atuar para consertá-lo. Uma imbecilidade. Quanto aos gastos públicos, o comportamento tanto do Executivo como do Congresso é apavorante. Estudo feito pelo competente economista José Roberto Afonso, ligado ao PSDB, aponta que os projetos malucos em tramitação no Congresso, além das maluquices do Executivo, representam uma despesa pública adicional de mais de R$ 100 bilhões por ano.

 

FOLHA - Mas não é natural aumentar gasto público na crise? Não é disso que se trata a política anticíclica?

DELFIM NETTO - No mundo inteiro a política anticíclica termina quando a demanda privada volta ao nível anterior. Aqui ela continua carregando o custeio depois de terminado o ciclo. No Brasil, política anticíclica nunca é anticíclica.

 

FOLHA - Mas e o sucesso do país no enfrentamento à crise?

DELFIM NETTO - O país se recuperou mesmo tendo políticas fiscais e monetárias erradas. O diferencial foi o bate-caixa do Lula. O presidente liderou o país ao pedir aos brasileiros que continuassem a consumir. Nenhum economista ousaria fazer isso. Seria considerado um louco heterodoxo. Além disso, o Brasil havia melhorado muito. Na verdade, a Constituição de 1988, apesar de seus exageros, de ter inventado gastos que não cabiam no PIB, criou uma estrutura institucional que está sendo seguida. O Brasil é o país com melhor situação institucional entre os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China). Somos uma democracia constituída.

 

FOLHA - E o risco de autoritarismo popular apontado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso?

DELFIM - O Fernando é um sujeito extremamente inteligente, esperto, e não consegue viver sem um alto protagonismo público. É um provocador enorme. Ele se diverte com esse negócio. As pessoas imaginam que ele está empenhado num estudo sociológico. Que nada. Ele está empenhado numa diversão. E, quando o sujeito responde agressivamente ao Fernando, ele está cumprindo a missão que o Fernando impôs a ele. Esse alerta que ele fez não ajuda em nada.

 

FOLHA - Por que não ajuda?

DELFIM - Se fosse ele o presidente, teria aceitado o terceiro mandato e destruído a democracia. Essa foi a inteligência do Lula. Resistir a um terceiro mandato a despeito de tudo o que fizeram para que ele aceitasse. Isso faz uma diferença.

Outra injustiça do Fernando é ignorar que o Lula teve um papel decisivo na rápida superação da crise. Nenhum intelectual, nenhuma pessoa que pretenda ter um conhecimento maior de economia teria assumido o risco que o Lula assumiu. Todos pediram para encolher, para pisar no freio. Os banqueiros privados foram os primeiros. O Lula pôs todo o seu patrimônio em risco dizendo: consuma, o desemprego só virá se você não consumir.

 

FOLHA - Qual é o potencial de transferência de votos do presidente Lula?

DELFIM - A ministra Dilma é uma administradora competente. Quem duvidar disso vai se decepcionar. Mas a transferência de votos não é segura. Tivemos uma prova empírica disso com a última derrota eleitoral da Marta [Suplicy] em São Paulo (nas eleições municipais de 2008). O Lula passeou de mãos dadas com ela duas vezes na cidade, na zona leste. Na segunda vez, trouxe cinco governadores com ele. E qual foi o resultado? Muito pequeno. Talvez no Nordeste você tenha um efeito maior, mas, na verdade, onde conta, do rio Grande para baixo, o poder de transferência parece não valer tanto.

 

FOLHA - Como o sr. avalia a cautela do governador Serra em se atirar na disputa?

DELFIM - O Serra é sem dúvida um grande administrador, tem ideias próprias que são bastante razoáveis e está fazendo um bom governo. É um competidor muito forte e está se cuidando. Seu problema é que o PSDB não se decidiu. Tem o Aécio nesse processo, que não é só um candidato "redoutable" [temível], mas um agente político eficiente, um centrifugador. Enquanto o PSDB não se decidir, os dois agirão com cuidado.

 

FOLHA - O que está em jogo nas eleições do ano que vem?

DELFIM - Acho que todos têm que entender, inclusive a Dilma, que o próximo governo não será uma continuação do Lula. O próximo governo terá de enfrentar os problemas do século 21, que embute uma mudança radical na estrutura produtiva. Principalmente na maneira como vamos fornecer energia para o desenvolvimento.

 

FOLHA - Há 50 anos o sr. publicou "O Problema do Café no Brasil". Como seria recebido hoje um trabalho econômico com a mesma abordagem histórica?

DELFIM - Não seria aceito em lugar nenhum. Hoje estamos controlados por uma matemática bastarda. Há um domínio do brilhantismo, da técnica manipuladora sobre o realismo. Naquele tempo eu usava a matemática de forma moderada. Não havia, como há hoje, nenhum axioma que viola a realidade. Não redigi o artigo com lemas, pois a economia trata de dilemas. A matemática é que trata de lemas.

 

FOLHA - Como essa visão matemática afeta a análise econômica?

DELFIM - Em novembro de 2008, a rainha [Elizabeth 2ª, do Reino Unido] chegou à London School of Economics e disse: "A única coisa que eu quero saber é o seguinte: há um século os senhores estão aqui estudando. Como é que não previram essa crise?". Vários grupos de professores, então, prepararam respostas a ela. Os neoclássicos detectaram problemas de cálculos, erros em fórmulas. Já aqueles de orientação mais keynesiana disseram simplesmente que os economistas haviam abandonado a economia. Substituíram-na por uma matemática exagerada. Esqueceram a história, esqueceram a filosofia, esqueceram a psicologia, a geografia. É isso mesmo.

 

FOLHA - O sr. teve um problema de saúde recente. Teve mais sorte com médicos do que com economistas?

DELFIM - Nunca tinha entrado num hospital, nunca tinha feito uma operação. Aos 81 anos, costumo dizer, tive minha primeira experiência. Fiquei dois meses baleado, mas estou bem, estou voltando a trabalhar. Aprendi a respeitar os médicos muito mais do que respeitava. O médico é muito menos ortodoxo do que um economista formado na visão única.

 

Por: July

 

http://julianaweis.blogspot.com/2009/11/acao-de-lula-afastou-crise-apesar-de.html

Escrito por Eduardo - Chuchu às 21h31
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

O EIXO DO MAL PASSOU

A visita do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad ao Brasil virou mais um motivo de ataques ao governo. Como receber um chefe de Estado que nega o holocausto e tem seu programa nuclear em cheque, questionaram muitas vozes, geralmente as mesmas que também gostariam que o país rompesse relações com a Venezuela e Cuba.

As relações diplomáticas não se fazem com o fígado, e neste setor o Brasil deixou de ser um país periférico para assumir preponderância. As imagens que o mundo se acostumou a ver tendo os Estados Unidos como mediador de conflitos internacionais passaram a incluir também o Brasil. Deixamos de ser o país que tira os sapatos para entrar nos EUA para estarmos como protagonistas nos principais grupos de discussão política e econômica do mundo.

Nesse cenário, o Brasil foi convocado a atuar como mediador do histórico conflito do Oriente Médio. E seu papel é receber todos os atores em busca de uma solução negociada. O Irã é parte estratégica nesta negociação, seja pelo radicalismo de negar o holocausto, seja pelas ameaças que recebe do Ocidente. A política excludente desempenhada pelo governo anterior dos EUA só levou a guerras e a aumento do terrorismo. O Irã tem que ser incluído em qualquer debate sobre o Oriente Médio e foi isso que o governo brasileiro fez.

Lula não deixou de dizer que o Brasil defende a existência de Israel junto a um Estado palestino. Se Ahmadinejad sonha em varrer Israel do mapa terá que mudar de posição para chegar a algum consenso respaldado pela comunidade internacional. O mesmo foi dito ao presidente israelense Shimon Peres e ao presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, que passaram antes por Brasília. Assim como defende a existência de Israel, o Brasil acredita que a solução do conflito passa pela criação de um estado palestino.

Outra questão importante é aplicar à sua política externa coerência. Se Lula recebeu o presidente de Israel, país que domina o ciclo nuclear e possui armas atômicas (ao menos 150 segundo o ex-presidente dos EUA, Jimmy Carter), por que não aceitar a visita do presidente iraniano, que não as possui. E mesmo que as venha possuir, dificilmente será na escala israelense e ocidental, o que o dissuadiria de qualquer pretensão alucinada. A questão nuclear é extremamente complexa. Os países que possuem armas atômicas não querem que ninguém mais as desenvolva, mas são incapazes de destruir os seus arsenais. Assim como fizeram vista grossa quando outras nações, como Israel e Índia, por exemplo, entraram no seleto clube. Aos amigos, tudo, aos inimigos, a lei. Os protestos de judeus ofendidos pela visita de Ahmadinejad são compreensíveis. O pior foi a visão estreita de certos setores esclarecidos, que evocaram até a personificação do mal, assim como fez Bush há alguns anos ao se referir ao Irã, Iraque e Coréia do Norte. Lula, que já foi candidato ao eixo do mal, felizmente não deu ouvidos ao discurso limitado e conservador e levou adiante sua bem sucedida política externa, que incluiu o Brasil entre os líderes mundiais. Mair Pena Neto, Direto da Redação

 

Postado por DANIEL PEARL

 

http://desabafopais.blogspot.com/2009/11/o-eixo-do-mal-passou.html 

Escrito por Eduardo - Chuchu às 13h26
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

FOGO NELES - MINISTRO DA CULTURA PERDE PACIÊNCIA E DENÚNCIA UMA MÍDIA-POLÍTICA NO BRASIL

Finalmente alguém perdeu a paciência com o que há muito vem ocorrendo no Brasil. O Ministro da Cultura Juca Ferreira chamou a oposição e a imprensa brasileira de mentirosos ao comentar acusações de que recursos de sua pasta teriam sido usados para a produção de um folheto que estimularia o voto em parlamentares ligados ao setor.

 

"Meu pinto, meu estômago, meu coração e meu cérebro são uma linha só. Não são fragmentados. Fui desrespeitado pela imprensa que reverberou sem investigar e por dois ou três deputados", disse o ministro.

 

"Não acredito em pessoas que não têm capacidade de se indignar. Vocês recebem (dinheiro) para escrever mentira", disse denunciando a atuação de venal e descompromissada com a verdade no Brasil.

 

Acredita-se que com esta reação de revolta e indignação do ministro, abram-se espaços para mais críticas expontâneas e discussões abertas sobre uma mercantilização política da informação de alguns tradicionais veículos de in-formação de massa.

 

Com certeza precisamos mudar uma suspeita cultura-político midiatica que esta aí.

 

Do News Front

 

http://soldadonofront.blogspot.com/2009/11/fogo-neles-ministro-da-cultura-perde.html

Escrito por Eduardo - Chuchu às 13h24
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Folha de S.Paulo, um jornal sem rumo

 

A decisão de Otávio Frias Filho de publicar a carta de César Benjamin com acusações graves, sem conferir, seguiram-se duas outras que mostram a total falta de rumo daquele que foi o mais influente jornal brasileiro dos anos 80 e 90

 

Por Luís Nassif, em seu blog

 

No Painel do Leitor, permite um amontoado de cartas que tomam como verdadeiras as afirmações de César Benjamin.

 

Na página interna, o levantamento – que deveria ter sido feito antes – mostrando que as informações são inverídicas.

 

Se são inverídicas, qual a razão de se permitir a publicação de cartas de leitores ludribriados pela decisão do jornal de dar espaço a uma versão falsa?

 

A sucessão na Folha se deu no pior momento da sua história. Nos anos 80, o principal jornal, o Estadão, se perdeu por excesso de sucessores. No caso da Folha, está se perdendo por falta de sucessão.

 

Tem-se um diretor de redação que gosta das prerrogativas do cargo, mas não gosta de jornalismo, não lê jornais (nem mesmo o seu), não tem discernimento para tratar nem com notícias, nem com pessoas, muito menos com questões de maior gravidade, como essa de publicar o artigo de Benjamin.

 

A perna comercial da família manteve o ritmo. Só que elemento fundamental da sobrevivência era a credibilidade do jornal, ajudando a pavimentar as relações comerciais e políticas do grupo.

 

Por isso, a sucessão de desastres editorais dos últimos tempos -ir a reboque da Veja (tendo um perfil de público diferente), ficha de Dilma, envolvimento do jornal com Dantas, exposição imprudente com Serra e, agora, esse episódio-limite – têm implicações graves sobre a credibilidade do jornal, E, aí, passa a afetar diretamente as estratégias comerciais da empresa.

 

É uma situação que vai ser resolvida inevitavelmente no âmbito familiar. Aliás, deveria ter sido resolvida logo que seu Frias saiu de cena. Quanto mais tempo demorar, mais sua herança será dilapidada.

 

Postado por TERROR DO NORDESTE

 

http://wwwterrordonordeste.blogspot.com/2009/11/folha-de-spaulo-um-jornal-sem-rumo.html

Escrito por Eduardo - Chuchu às 13h22
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

A “malandragem” cafajeste do Otavinho

 

 

 

Otávio Frias Filho é um cafajeste. A edição da Folha de S. Paulo de hoje (27), aquela que trouxe como não quer nada uma acusação-bomba ao presidente da República, assinada por outro cafajeste, é uma tentativa mal disfarçada de “malandragem” jornalística.

 

- Por Luiz Carlos Azenha, no Viomundo

 

Não leio a Folha faz tempo, por isso. Não assino o UOL. Não compro nenhum produto do grupo Folha. Fiz isso muito antes que outros blogueiros esperneassem contra o jornal.

 

Se tiver de ler algum jornal, leio o Estadão. O Estadão não disfarça. É um jornal conservador. Defende interesses conservadores.

 

A Folha é um jornal dirigido por um cafajeste. Um cafajeste medroso, que não tem coragem nem de assumir suas posições políticas claramente. Um cafajeste que se apresenta como “neutro”, “imparcial” e outras safadezas do gênero.

 

Por dever de ofício, peguei a edição da Folha de hoje, emprestada de um amigo. O jornal dedicou espaço em três páginas para atacar o filme sobre Lula. Está claro, para quem é do ramo, que a Folha quis enfeitar o pavão em torno do artigo do César Benjamin. Que é um cafajeste, simples assim, por ter feito uma acusação gravíssima contra um presidente da República sem apresentar provas, sei lá com qual objetivo político. Inveja? Dor de cotovelo? Ódio ideológico?

 

Mas volto ao jornalismo cafajeste da Folha: se o jornal de fato pretendia investigar o assunto, poderia muito bem ter publicado a denúncia como manchete de primeira página. Mas, se fosse assim, ficaria muito claro o jogo político. E a Folha se exporia. O que fez o jornal? Cercou o texto de César Benjamin de outras reportagens sobre o filme O Filho do Brasil e, como quem não quer nada, deixou a acusação flutuando no meio do texto.

 

Dois colegas jornalistas disseram que começaram a ler o texto de Benjamin mas desistiram no meio: era muito chato. Só ficaram sabendo da acusação na internet. Que, presumo, foi justamente o objetivo: agora os textos de “Dilma, terrorista” vão acompanhar os de “Lula, estuprador”, nos e-mails que se espalham pelo mundo e ganham destaque especialmente nos chats e nos sites de relacionamento. É a propaganda eleitoral do século 21.

 

Sei do que estou falando: desde que o Viomundo tocou no assunto, recebi uma onda de comentários sustentando as acusações contra o presidente da República, de “leitores” que nunca estiveram no site.

 

É, presumo, a turma encarregada de espalhar a “acusação” contra Lula, de dar pernas à versão assinada por César Benjamin. Ele é a Miriam Cordeiro, versão 2010. Faz parte dos que pretendem detonar o filme com o objetivo de evitar que Lula, lá adiante, transfira votos para a ministra Dilma Rousseff. Evitar que o “estuprador” eleja a “terrorista”.

 

Isso dá uma medida do desespero que essa possibilidade, cada vez mais factível, causa. E é na hora do desespero que os cafajestes se revelam.

 

PS: Um dos jornalistas com os quais conversei a respeito, leitor da Folha há décadas, me disse: “Vou cancelar a assinatura. Agora deu.”.

 

Postado por André Lux

 

http://tudo-em-cima.blogspot.com/2009/11/jornalismo-de-esgoto-da-folha-de-s.html

Escrito por Eduardo - Chuchu às 13h19
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

O desespero da Folha é pior do que a mente de Benjamim

 

 

 

Cesar Benjamim é uma mente doentia. Alguém que inventa histórias e constrói tramas para desqualificar aqueles com os quais por muitas vezes teve longo relacionamento.

 Para quem não se lembra, esse é o sujeito que “denunciou” Emir Sader quando a editora dele não foi escolhida para fazer um trabalho que o sociólogo coordenava.

 Era amigo de Sader por muito tempo, mas como seus interesses comerciais não foram atingidos, decidiu acusá-lo publicamente de corrupto.

 Este Cesar Benjamim também é o mesmo que trabalhou no programa de governo de Garotinho quando imaginava que aquele poderia ser o candidato do PMDB à presidência da República.

 Era um dos “cérebros” do ex-governador na construção de um programa nacionalista.

 Mas como a candidatura do ex-governador não emplacou pelo PMDB, este mesmo Cesar Benjamim se filiou ao PSol e saiu candidato à vice-presidência da República na chapa de Heloísa Helena.

 Provavelmente porque passou a achar que Garotinho não era mais o caminho a verdade e a vida. Mas sim HH.

 Não foi só do PT, partido ao qual foi filiado, que saiu atirando. Também tretou com Garotinho e com o PSol. Benjamim não é só craque em produzir inimigos. É especialista em delação pública sem provas.

 Se alguém com um currículo desses procurasse seu jornal para denunciar o presidente da República de ter tentado enrabar (vamos usar o português claro) um jovem nos dias em que era preso político, o que você faria? Publicaria o artigo?

 E se essa mente doentia ainda citasse nominalmente uma única pessoa como testemunha, o que você faria? Não ouviria a testemunha e publicaria o artigo?

 Cesar Benjamim é uma pessoa sem caráter, um psicopata da política. Pessoas assim existem. E vivem buscando jornais para acusar seus adversários. Jornais, em geral, as ignoram.

 Por isso, neste episódio, o que mais me assusta é ver a Folha valer-se de uma mente insana para tentar atingir a reputação de alguém a quem se contrapõe politicamente.

 Se a direção deste jornal considera isso válido para atingir seus objetivos, por que não sustentaria um golpe para derrotar esses mesmos adversários políticos?

 A iminente derrota da oposição em 2010 e a falta de perspectiva política desse grupo nos próximos anos estão levando a uma radicalização midiática que não é só nojenta. É preocupante.

 

É bom os partidos da base do governo ficarem atentos a isso.

 

http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/Blog/texto_blog.asp?id_artigo=7793

Escrito por Eduardo - Chuchu às 13h13
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Lungaretti: Reações em cadeia à nova infâmia da Folha contra Lula

 

Como jornalista, aprendi que nada é impossível. Então, depois de ler, estarrecido, o texto no qual o cientista político Cesar Benjamin acusava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de lhe haver relatado uma tentativa de estupro que teria cometido em 1980, resolvi esperar a evolução do caso antes de condenar inapelavelmente quem um dia já foi herói deste sofrido país.

 

Por Celso Lungaretti, em Náufrago da Utopia [...]

 

Mas, a minha avaliação inicial foi das mais negativas. Dai haver afirmado claramente, em artigo escrito de batepronto, que o relato de Benjamin, da forma como foi apresentado, lhe valeria uma condenação como caluniador em qualquer tribunal.

 

Algo assim só seria aceitável com a corroboração da suposta vítima ou, pelo menos, das outras pessoas que ele afirmou estarem presente na conversa.

 

A edição de hoje (sábado, 28) da Folha de S. Paulo nada trouxe que verdadeiramente respaldasse a versão de Benjamin -- o qual não se manifestou, sequer.

 

E as reações vieram em cascata:

 

O publicitário Paulo de Tarso da Cunha Santos, citado por Benjamin, afirmou que "o almoço a que se refere o artigo de fato ocorreu", que "o publicitário americano mencionado se chamava Erick Ekwall", e que não houve "qualquer menção sobre os temas tratados no artigo";

O cineasta Sílvio Tendler, com melhor memória (a conversa aconteceu há 15 anos), diz ser o outro publicitário cujo nome Benjamin esqueceu e sugere que outorguem ao cientista político o "troféu de loira [burra] do ano" por não haver entendido "uma brincadeira, como outras 300" que o Lula fazia todos os dias;

 

Ex-companheiros de cela de Lula no Dops, José Maria de Almeida (PSTU), José Cicote (PT) e Rubens Teodoro negaram a tentativa de estupro, tendo Almeida acrescentado que não havia ninguém do Movimento pela Emancipação do Proletariado na cela e Cicote se lembrado vagamente de que um sindicalista de São José dos Campos seria apelidado de "MEP";

 

Armando Panichi Filho, um dois dois delegados do Dops escalados para vigiar Lula na prisão, disse nunca ter ouvido falar disso e não acreditar que tenha acontecido, mesmo porque, segundo ele, nem sequer havia "possibilidade de acontecer”;

 

O então diretor do Dops Romeu Tuma também desmentiu "qualquer agressão entre os presos";

o Frei Chico, um dos irmãos do presidente Lula, lembrou que a cela do Dops era coletiva e que nunca Lula ficou sozinho, pois estava preso com os outros diretores do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo (Rubão, Zé Cicote, Manoel Anísio e Djalma Bom);

 

Lula, de acordo com o chefe de gabinete da Presidência, Gilberto de Carvalho, teria ficado triste e abatido, afirmando que isso era "uma loucura";

 

O próprio Gilberto de Carvalho qualificou a acusação de "coisa de psicopata" e recriminou a Folha por tê-la publicado;

 

O ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, afirmou que o artigo é "um lixo, um nojo, de quem escreveu e de quem publicou";

O ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, atribuiu "essa coisa nojenta" aos ressentimentos e mágoas de Benjamin, que algum tempo depois deixaria o PT, mas não por causa desse episódio;

 

O Frei Beto qualificou o artigo de "execrável" e disse que Lula, "ainda que não fosse presidente", mereceria respeito.

 

Ou seja, a tentativa de estupro não é confirmada por ninguém. Talvez tenha estado preso mesmo um sindicalista alcunhado de MEP. E Lula parece haver feito uma piada de mau gosto, como tantas outras que marcam sua trajetória de falastrão contumaz.

 

O certo é que não havia sustentação para a Folha publicar, p. ex., uma reportagem a este respeito. Não se acusa um presidente de tentativa de estupro com tão pouco.

 

Concedeu, entretanto, uma página inteira para Benjamin colocar essa bobagem em circulação, municiando a propaganda direitista.

 

Jornalisticamente, sua atuação é indefensável, desprezível, manipuladora.

 

Desceu aos esgotos, repetindo o episódio em que usou outro bobo útil de esquerda para tentar envolver a ministra Dilma Rousseff com um plano para sequestrar Delfim Netto que nunca saiu do papel.

 

Cesar Benjamin deveria ter aprendido a lição.

 

Agora, ou vem a público provar sua acusação, ou estará definitivamente morto para a política.

 

Quanto à Folha, já morreu para o jornalismo faz tempo.

 

Publicado no Portal Vermelho

 

http://www.bodegacultural.com/2009/11/lungaretti-reacoes-em-cadeia-nova.html 

Escrito por Eduardo - Chuchu às 13h11
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



Perfil

Meu perfil
BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, TATUAPE, Homem, de 46 a 55 anos, Portuguese, Livros, Informática e Internet, música

Histórico

Outros Sites

Visitante Número